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MULTIPLICA INFORMATIVO – BHS DESENVOLVE COLETOR INTELIGENTE PARA MEDICAMENTOS VENCIDOS OU EM DESUSO

By: | Tags: | Comments: 0 | agosto 10th, 2020

BHS desenvolve coletor inteligente para medicamentos vencidos ou em desuso

Ao criar, há 12 anos, o Programa Descarte Consciente, a Brasil Health Service (BHS) forneceu à cadeia produtiva farmacêutica uma solução sustentável para a coleta de medicamentos domiciliares vencidos ou em desuso. Mas o que parecia ser a simples oferta de uma caixa para receber remédios da população se tornou um projeto grandioso de gestão e com desenvolvimento de displays coletores, visando a atender à logística reversa desses medicamentos.

“Percebemos que um dos maiores desafios técnicos era adaptar os displays ao variado formato de farmácias e drogarias existentes no país, mas principalmente que atendesse a uma legislação específica do município de São Paulo”, relembra José Agostini Roxo, CEO da BHS. Segundo o executivo, a Lei Municipal 13.478/2002 confere exclusividade às empresas Loga e Ecourbs na coleta dos resíduos de serviços de saúde na capital paulista.

“Como os medicamentos descartados pela população estão sendo depositados em coletores dentro das farmácias e drogarias, estes também se enquadram na lei. E para solicitar a retirada, ambas as empresas de coleta exigem o preenchimento de um formulário contendo a relação dos medicamentos descartados pela população, com seus princípios ativos e nomes comerciais”, explica.

Coletor inteligente

A partir daí surgiu a necessidade de desenvolver um display coletor específico para atender a legislação paulistana. Foi assim que nasceu a Ecomed® Rubi (Estação de Coleta de Medicamentos) com Tecnologia, que possibilita a listagem do medicamento descartado por meio de leitura de código de barras inserido no próprio coletor. “A ideia foi baseada no sistema de reciclagem por código de barras da Alemanha. A Ecomed® Rubi com Tecnologia está disponível nos tamanhos P, M e G. Nos próximos três meses, deveremos ter 500 estações com Tecnologia instaladas na capital”, adianta Roxo.

BHS desenvolve coletor inteligente para medicamentos vencidos ou em desuso

A BHS também oferece outros dois modelos de displays sem a tecnologia do código de barras. A Ecomed® Safira, disponível em três tamanhos, e a Ecomed® Topázio, um modelo compacto para farmácias com pouco espaço, ideal para ser colocada no balcão.

Segurança

Outra questão delicada no desenvolvimento dos displays era uma pesquisa que indicava um receio por parte dos consumidores de que o remédio descartado pudesse ser reutilizado ecomercializado ilegalmente. Para isso, as Ecomeds® foram desenvolvidas de modo a impossibilitar o manuseio e a retirada do medicamento após sua inserção.

“A ideia também foi facilitar o descarte adequado, sejam pomadas, sólidos, sprays ou líquidos. Implementamos um sistema anti-retorno e projetamos uma altura que permite o uso por cadeirantes, mas ao mesmo tempo impede crianças de alcançarem o espaço”, ressalta o executivo.

Garantia de qualidade

Para garantir a qualidade do processo de gestão total, em 2015, o físico e professor José Goldemberg, atual presidente do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP, convidou a BHS para ser relatora da Norma de Processos da Logística Reversa de Medicamentos de Uso Humano, vencidos e/ou em Desuso (ABNT NBR: 16.457).

“O procedimento durou 13 meses e teve duas consultas públicas. A norma foi publicada em 2016 e baliza o processo da logística reversa de medicamentos”, explica Roxo. Hoje, a BHS presta o serviço completo de gestão que vai desde a implantação das Ecomeds®, manutenção, entrega de insumos para o processo e coletas, com cobrança de mensalidade.

A BHS atende farmácias e drogarias de todo o Brasil e também empresas de grande porte que desejam instalar displays de coleta interna para fins de sustentabilidade. Seu trabalho foi reconhecido por meio de oito grandes prêmios nacionais nas áreas de sustentabilidade, inovação, tecnologia e logística. “Desde o início do Programa Descarte Consciente, já foram coletadas 430 toneladas de medicamentos, o que resultou na não contaminação de aproximadamente 200 bilhões de litros de água”, finaliza Roxo.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

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