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MULTIPLICA DIGITAL – REFERÊNCIA, GENÉRICO OU SIMILAR?

By: | Tags: | Comments: 0 | abril 8th, 2021

Embora a classificação dos medicamentos já esteja estabelecida há alguns anos, ainda é com um o consumidor chegar ao balcão com dúvidas sobre genéricos, similares e medicamentos de referência, questionando as diferenças de valores entre eles e quando é possível a intercambialidade da receita proposta pelo médico.
Portanto, esses conceitos precisam estar claros para o farmacêutico, para que seja feita uma dispensação ética e responsável.
Acompanhe, a seguir, as diferenças entre as classes esclarecidas pela farmacêutica responsável pela Farmácia Universitária da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), Maria Aparecida Nicoletti.
Medicamento de referência: é um medicamento inovador registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária e comercializado no País, cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas cientificam ente junto ao órgão federal competente, por ocasião do registro.
Similar: é aquele que contém o mesmo ou os mesmos princípios ativos, apresenta mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica, e que é equivalente ao medicamento registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária, podendo diferir somente em características relativas ao tamanho e forma do produto, prazo de validade, embalagem, rotulagem, excipientes e veículo, devendo sempre ser identificado por nom e comercial ou marca.
Genérico: é aquele que contém o mesmo princípio ativo, na mesma dose e form a farmacêutica, é administrado pela mesma via e com a mesma posologia e indicação terapêutica do medicam ento de referência, apresentando eficácia e segurança equivalentes às do medicamento de referência.
DICAS DO GUI: ENTENDA AS REGRAS DA INTERCAMBIALIDADE
A intercambialidade é segura? A intercambialidade, ou seja, a segura substituição do medicamento de referência pelo seu genérico, é assegurada por testes de equivalência terapêutica, que incluem comparação in vitro, por meio dos estudos de equivalência farmacêutica e in vivo, com os estudos de bioequivalência apresentados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Quando é permitida? O farmacêutico poderá fazer a intercambialidade entre medicamento de referência e genérico ou, então, entre medicamento de referência e o similar correspondente. Entretanto, o usuário do medicamento deverá ser consultado sobre sua intenção e se manifestar quanto ao desejo ou não de intercambialidade.
Quando não pode ser realizada? Nâo poderá ser realizada a intercambialidade entre medicamento genérico e similar.
Atenção à recomendação médica! Em algumas situações, o prescritor não autoriza a intercambialidade e, neste caso, o farmacêutico não poderá realizá-la, mesmo que for o desejo do usuário. 

Fonte: Abradilan

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