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MULTIPLICA DIGITAL – QUASE 50% DOS LEITORES NÃO ACREDITAM EM DRONES NA FARMÁCIA

By: | Tags: | Comments: 0 | dezembro 6th, 2021

Quase 50% dos leitores não acreditam em drones na farmácia

Drone
Crédito: Guilherme Missumi

Turbulências à vista na rota de drones no varejo farmacêutico. Para quase 50% dos leitores que participaram da última enquete do Panorama Farmacêutico, essa tecnologia deve encontrar dificuldades para decolar como meio de entrega para farmácias.

Dos 2.951 profissionais que manifestaram sua opinião, 36% (1.065) revelaram estar duvidosos sobre o advento dessa inovação. Outros 33% (974) avaliam que a legislação muito antiquada, que impede até mesmo o delivery para medicamentos de prescrição, representa o principal entrave.

Brasil só na fase de testes

Já para 31% (912 votos), os drones poderão se tornar realidade no Brasil, mas sua operação estará limitada a compras de alto valor. Até o momento, porém, o uso desses equipamentos não saiu da fase de testes no varejo farmacêutico. Alguns ensaios partiram da Drogaria Venancio, da Raia Drogasil e das Farmácias São João – a primeira a viabilizar a entrega de medicamentos isentos de prescrição (MIPs).

Agora, quem aposta na tecnologia é o setor de beleza. A Natura e a Avon iniciaram experimentos em agosto, mas desde então não divulgaram nenhum resultado. Com o uso de drones, as empresas do grupo Natura & Co tentam driblar as barreiras que a pandemia impôs ao modelo de entrega porta a porta.

Para viabilizar a tecnologia, a companhia acionou a startup brasileira Speedbird Aero, primeira empresa a receber o CAVE (Certificado de Autorização de Voo Experimental) da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). As entregas são realizadas em um raio de até 200 km.

Já nos EUA, concorrência acirrada

Mas no varejo norte-americano, o mercado de drones já se tornou alvo de uma concorrência acirrada. Desde setembro, o Walmart mantém acordos com três operadoras para enviar medicamentos e outros produtos de bem-estar por via aérea. Também começou a enviar kits de testes da Covid-19 em Las Vegas e Nova York, em parceria com a Quest Diagnostics e a DroneUp.

Os drones são a resposta do grupo ao avançao da Amazon, que permanece muitos passos à frente no varejo digital ao manter uma equipe de robótica que construiu drones próprios, recebendo a certificação da Federal Aviation Administration (FAA) no fim de agosto.

Mas para o vice-presidente sênior do Walmart, Tom Ward, a companhia apresenta uma vantagem. A capilaridade e as mais de 5.300 lojas nos Estados Unidos podem ser decisivas para reduzir custos da operação de drones. A Amazon, ao contrário, depende de uma rede de grandes centros de distribuição, muitos dos quais estão distantes dos bairros onde está a concentração de clientes.

Enquanto isso, a Walgreens uniu-se a um gigante da tecnologia para investir nos drones. A rede passou a fazer parte, em outubro, do projeto Wing da Alphabet, proprietária do Google. Por meio dessa iniciativa, os próprios funcionários processam e carregam os pacotes nos drones, que beneficiam consumidores das cidades de Dallas e Fort Worth, no estado do Texas. É a primeira vez nos Estados Unidos que um serviço do gênero é implementado em uma importante área metropolitana.

Quase 50% dos leitores não acreditam em drones na farmácia

Nova enquete

A enquete que está no ar avalia a percepção do varejo farmacêutico em relação às plataformas online de educação continuada voltadas para o setor. Essa vem sendo uma estratégia entre grandes farmacêuticas e empresas de bens de consumo para estreitar vínculos com a linha de frente do PDV, incluindo balconistas. Mas qual você acessa com maior frequência?

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

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