UA-84155756-1

MULTIPLICA DIGITAL – EVENTO INDICA CINCO ROTAS PARA FARMÁCIA CRESCER NO DIGITAL

By: | Tags: | Comments: 0 | junho 25th, 2021

Evento indica cinco rotas para farmácia crescer no digital

Congresso indica cinco rotas para farmácia crescer no digital

Ao longo da programação que mobilizou mais de 4,5 mil participantes, o primeiro Congresso de E-Commerce Saúde e Farma apresentou indicadores que atestam uma transformação do consumidor no universo online. Um dos dados mais chamativos é a queda de 11,5% no tíquete médio dos clientes de e-commerces do varejo, na comparação entre 2020 e 2019, segundo a Neotrust. O valor caiu de R$ 216,51 para R$ 191,56. E no primeiro trimestre deste ano, já está na casa de R$ 185.

“Antes da pandemia, só produtos de maior valor agregado eram priorizados nas compras digitais. A cesta aumentou e forçou a redução do tíquete. Mas o faturamento mais que dobrou e superou R$ 3,2 bilhões entre janeiro e março”, diz Samuel Gonsales, diretor de relacionamento do E-Commerce Brasil, organizador do evento ocorrido nesta quarta-feira, dia 23. Além de dados relevantes, a agenda do congresso revelou pelo menos cinco rotas que o varejo farmacêutico pode perseguir – todas pautadas pela simplicidade.

Celular e Google são os alvos

Apresentações como a de Ivan Bassani, do Google, trouxeram à tona números emblemáticos. Dos 141 milhões de usuários de internet no Brasil, 58% têm acesso exclusivamente via celular e 86% utilizam a web para orientações sobre saúde. Já o Google é a principal fonte de pesquisa de mais da metade (56%) dos usuários que buscam informações sobre medicamentos e suplementos vitamínicos. Antes de se pensar no omnichannel e em plataformas digitais rebuscadas, esses dois canais devem ser vistos como chaves para interagir com o cliente.

Inovação na ideia, não na tecnologia

A palestra de Leandro Rocha, gerente executivo de negócios digitais e CRM do Grupo DPSP, foi uma das mais assistidas. Era grande a expectativa da audiência para entender como a participação do digital no faturamento da rede saltou de 1% para 8% com a pandemia. O que se viu não foi nenhuma tecnologia inovadora, e sim ideias simples que aproximaram, de fato, a farmácia do consumidor em tempos de distanciamento social.

O grupo apostou em um modelo de delivery expresso em 700 lojas, com motoboys parceiros realizando entregas em um raio curto de cinco a dez quilômetros. “Mas um detalhe importante: o cliente faz o pedido na sua loja de preferência, sem a frieza de uma central de atendimento”, enfatizou Rocha. Outra iniciativa foi a criação de um canal no WhatsApp para compras dentro do próprio bairro, num raio de até 500 metros e em conexão direta com o balconista.

Startups como extensão do negócio

Em vez de estruturar superdepartamentos de inovação, o varejo farmacêutico deveria mirar em parcerias com startups, agregando mais rapidamente soluções de saúde ao seu portfólio. Aliás, sobram alternativas. De acordo com o Distrito, são 719 healthtechs existentes no país, das quais 52% atuam como plataformas B2B. O evento, aliás, destacou algumas dessas jovens empresas, como a Sami Saúde, operadora de planos para pessoas jurídicas e autônomos; a gestora de teleatendimentos clínicos Saúde iD e a Beep Saúde, rede voltada à saúde domiciliar. É a tecnologia das startups combinada com a vasta rede de clientes das farmácias.

Parcerias regionais: o ecossistema sem burocracia

Na Panvel, em torno de 15% das vendas já provêm dos canais digitais, segundo o gerente executivo de e-commerce Tiago Souto. “Um dos estímulos para essa marca está no aumento da oferta de serviços clínicos por meio de uma ampla rede de parceiros, que abrange hospitais, universidades, startups e laboratórios reconhecidos nas respectivas regiões onde atuamos”, afirmou. É o ecossistema sem burocracia, criado a partir de ideias e sugestões dos clientes nos canais de relacionamento digital da rede.

Ouvir o cliente parece tão simples, mas….

Jaakko Tammela, diretor de CX & Design do grupo Dasa, poderia expor mil teorias para discorrer sobre a experiência de valor e a jornada no mundo digital. No entanto, ele preferiu relembrar um exemplo real da Starbucks para mostrar como ouvir o consumidor pode levar o varejo à inovação ou à mesmice.

“Numa pequena loja da rede em Tóquio (Japão), o cliente assíduo consumia sempre o mesmo café, sem ser questionado. Depois de quase um ano, finalmente o atendente fez a pergunta certa. Descobriu que estava diante de um freguês com deficiência visual, que só pedia café filtrado porque desconhecia o cardápio. A gerente da unidade decidiu pegar emprestado um kit de braille de um parente e fez um cardápio à mão, que serviu de referência para todas as filiais da Starbucks em nível global.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

You must be logged in to post a comment.