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MULTIPLICA DIGITAL – CONGRESSO TERMINA COM AUDIÊNCIA RECORDE

By: | Tags: | Comments: 0 | setembro 24th, 2020

Congresso termina com audiência recorde

A sétima edição do Abrafarma Future Trends terminou nesta sexta-feira, dia 18, com um recorde histórico. Pela primeira vez em formato digital, o congresso registrou 7.540 acessos em seis dias de programação. “Só podemos agradecer a todos os empresários, executivos e dirigentes que nos prestigiaram com a audiência e assimilaram ensinamentos que garantirão o crescimento sustentável e longevo do mercado farmacêutico nacional”, exalta Sergio Mena Barreto, CEO da Abrafarma.

E a agenda do último dia trouxe importantes lições que o varejo do Exterior pode oferecer às farmácias e drogarias brasileiras, com a condução de Neil Stern, sócio da consultoria McMillan Doolittle. O especialista traçou um panorama das medidas que grandes cadeias vêm adotando para transformar a experiência do consumidor na loja física e nos canais de vendas online.

Stern abriu o painel com uma frase simbólica de Greg Foran, ex-executivo do Walmart: “O varejo mudará mais nos próximos cinco anos do que mudou nos últimos 50”. A afirmação ganha ainda mais sentido com os números do e-commerce no varejo dos Estados Unidos. Ano a ano, o percentual de evolução avançava de 1% a 1,5%, mas 2020 testemunhou uma explosão em apenas oito meses.

Evolução percentual do e-commerce ano a ano

O crescimento gradual da década deu lugar a um boom em 2020

2011                          11,8

2012                          13,2

2013                          14,4

2014                              16

2020 (jan/ago)          33

“É um caminho inevitável. Hoje, 29% dos consumidores norte-americanos acreditam que seus novos comportamentos de compra vão perdurar por, pelo menos, mais seis meses. Já 43% asseguraram que manterão os hábitos de usar a internet para adquirir produtos de saúde e bem-estar, mesmo depois da pandemia”, reforça Stern.

Mas antes mesmo da Covid-19, players do setor iniciaram um intenso movimento de reinvenção da jornada de consumo, baseados em três premissas – valor extremo, conveniência extrema e experiência extrema. “As redes redobraram a aposta em marcas e embalagens próprias, justamente para aplicar o menor preço possível. Em paralelo, criaram mecanismos para remover atritos na compra, inclusive eliminando contatos com caixas físicos. Também estimularam o engajamento do cliente por meio de facilidades como entregas em casa e serviços por assinatura”, aponta.

Casos de sucesso

Stern elencou alguns exemplos referenciais como o da Amazon Go, cujas lojas não têm caixas registradoras, carrinhos ou filas. Logo na entrada, catracas protegem a loja e permitem apenas o acesso de pessoas com aplicativo instalado em seus smartphones. “À primeira vista, podemos achar que não há atmosfera amigável nesses lugares, mas será que a Covid-19 e o distanciamento social já não instituíram novos padrões?”, questiona.

Os novos paradigmas de consumo impactam, inclusive, no ambiente da loja. Com cerca de 500 unidades nos Estados Unidos, a rede de departamentos Costco não coloca nomes de categorias nos corredores, na tentativa de estimular a imersão no PDV e uma autêntica caça ao tesouro. A alemã Aldi, com mais de 10 mil supermercados espalhados por Europa e China, concentra 90% do sortimento em marcas próprias e produtos sazonais, o que mantém aquecido o interesse do cliente.

Mais agilidade e serviços no varejo farma

As grandes redes de farmácias também buscam reinventar a jornada do consumidor. Desde o ano passado, a Walgreens mantém uma parceria com a empresa de tecnologia Cooler Screens, que viabilizou a instalação de portas de compartimentos refrigerados com telas de publicidade. Elas são equipadas com sensores ópticos, infravermelhos e de proximidade para detectar quando um cliente está parado ou optou por pegar um determinado produto.

As informações são transmitidas aos gestores da loja e auxiliam nas decisões sobre reabastecimento de estoque. Mais de 500 unidades contam com essa inovação em Chicago (EUA) e a perspectiva é chegar a 2.500 em 18 meses. “Os resultados de vendas com essa tecnologia são superiores aos gerados pelos displays tradicionais”, comenta.

varejo

CVS também implementou máquinas de venda automática em locais de grande circulação nos Estados Unidos, como a Estação Sul de Boston e o Aeroporto LaGuardia de Nova York. Mas ao mesmo tempo em que incentiva a inexistência de contato com o vendedor, a companhia aprimora a interação com os clientes por meio do CVS Health Hub. ´

As salas clínicas desse projeto estão presentes em 600 lojas e dispõem de profissionais de saúde especializados para a realização de testes rápidos e aconselhamentos sobre doenças crônicas. Mas os pacientes também podem acessar balcões digitais nesses espaços para agendamento e realização de consultas clínicas online. “Um fato é inquestionável. Vai sobreviver nesse mercado não a empresa mais forte ou mais inteligente, e sim aquela que entender mais rapidamente que esse cenário é irreversível”, conclui.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

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